Anne realmente tinha medo das coisas que faz. Mas se não continuar o mundo pode acabar por sua culpa. E isso não é o que ela e Victor precisam no momento.
Andando pelo colégio Anne se lembra vagamente de tudo o que ela sofreu nos braços de Gabriel e todas as coisas boas que já aconteceram entre os dois que deixava esse amor mais forte.
Mas ela não tinha tempo para pensar nisso agora. Não agora pelo menos.
Depois ela se machucava pensando nessa besteira de sua vida.
Ao ver Analice parada em seu armário esperando ela. Tudo o que Anne poderia sentir era a alivio. Analice não poderia ler a mente de Anne. Que bom.
Analice realmente não gostava de Gabriel. E sabia que não estava errada, mas não estava certa também.
Bom de qualquer forma Anne precisa dar um jeito em sua vida porque quando entrou na sala de aula ao lado para falar com Jorge sobre Gabriel ter fugido da cadeia houve uma grande briga entre os dois. Nada de brigas violentas, mas uma briga do mesmo jeito. Que outro nome eu daria pra isso? :
-Anne para de rodar. Você esta me deixando tonto.
-Não posso poxa. Ele se foi e nem disse adeus. Nem um simples tchau.
-Ele foi preso queria o que?Que ele viesse te segurar nos braços te dar um beijo e pedisse que você fugisse com ele?
-Isso seria bom...
-Aiiii.
Nessa hora Anne começou a rodar mais de preocupação. Ela usava uns vestidos azuis, cuja saia quase levantava vôo em direção ao teto - e isso a fazia quase morrer de rir. Parecia uma criança.
- Ai, só de olhar essa menina rodando assim me dá tontura. – disse Clarisse ao entrar na sala depois do sinal tocar.
- Essa menina vai acabar vomitando.
Anne continuava rodando. Gabriel a deixava feliz de se sentir amada, mas acabava com suas ernegias e a deixava aflita para vê-lo novamente. Isso a deixava cada vez pior.
Anne quase morria de aflição por não conseguir dormir de manha por querer saber aonde o namorado se encontrava. Isso acabava com ela .Mal podia lutar com os bandidos horas depois. E Jorge também detestava Gabriel. Agora da pra entender o porque.
Um dia Anne estava andando pela rua de noite e foi atacada por um deles e ao dar uma mortal caiu de cabeça no chão e foi nocauteada com um soco lá mesmo. Perdeu o fôlego e acabou deixando o ladrão fugir. Jorge não perdoou Anne até hoje. Mesmo dizendo toda hora que a desculpa Jorge estava mentindo - e feio. Era um bandido procurado da policia a anos e Anne o deixou fugir assim do meio de suas mãos. Realmente é imperdoável.
-Jorge, você não vai fazer nada? –perguntou Anne autoritária. Ela queria pegar Gabriel. Para enchê-lo de beijos e depois jogá-lo com muita força atrás das grades novamente. É a saudade estava acabando com Anne.
Comendo um caqui – dentro da sala de aula - Jorge continuou;
- Não, eu não vou fazer absolutamente nada.
As ultrajadas subiram o tom:
- Eu vou é me virar para a parede até essa menina parar de rodar. Você não se preocupa com a saúde de sua guardiã? Se bobear, ela pode ficar vesga. Ou coisa pior.
-Anne, pára com isso! Agora!
Anne, por enquanto, tem um comando interno que só obedece à voz de seu guardião. Gabriel realmente conseguiu deixá-la doidinha.
-Jorge, manda essa menina parar!
Diante do silêncio (uma tentativa inútil de fazer o assunto morrer), Clarisse usou um golpe baixo :
- Mas que tipo de guardião é você, afinal?
Os instintos primitivos de Jorge, tão na moda ultimamente, foram despertados:
- Sou o tipo de guardião que deixa a amiga rodar à vontade simplesmente porque isso é um divertimento para ela!
- Então se ela achar divertido matar vampiros e monstros por aí ou até pessoas inocentes você vai deixar também?
Desnecessário dizer que a briga foi longe.
Durante o sururu, Jorge mal consegui que o ouvissem. Havia uma explicação para ele deixar sua aluna especial rodar a vontade até ficar tonta. O que é insuportável para uma pessoa, não é para outra. O que faz mal à saúde de um, faz bem ao outro.
Anne explicou que a mãe dela tem uma amiga que come pimenta crua em todas as refeições e nunca teve qualquer mal-estar. Já sua irmã, certa vez tomou uma cápsula de alho e foi parar no pronto-socorro com a pressão sete por quatro. Para nós, adultos, temerosos de labirintites e outros ‘‘ites’’, rodar é desagradável, mas para as pessoas preocupadas é um dos únicos jeitos de espantar a ansiedade . Aliás, elas curtem, além da velocidade enquanto rodam, o barato composto pela tontura quando param de repente. Essa é a inofensiva droga delas. Alias Anne sentem prazer com coisas que nós não sentimos, da mesma forma que nós sentimos prazer com coisas que não significam nada para ela.
Então, nós simplesmente não podemos usar a nós mesmos como medida do que é bom ou ruim, para o outro, nem mesmo se esse outro for nosso próprio filho. Simplesmente porque as pessoas são diferentes: parece óbvio, não?
Pelo menos foi o que Anne explicou para Clarisse na porta da sala antes de ser atropelada por 20 alunos atrasados entrando correndo na classe.
O braço de Anne ficou esmagado na porta. Quase socou sua colega da frente por seu braço ter ficado tão inchado que ela mal pode usar o bracelete que ganhou do Gabriel no dia dos namorado passado. Foi um belo dia dos namorados.
Uma aula chata, a mais chata que ela já viu.
Quem disse que os Maias são interessantes.
Ela quase dormiu na mesa.
Bateu o sinal. – finalmente ela pensou-
Saiu pelo corredor em direção a porta.
Ela iria procurar alguém para pudesse lutar. Não ia ficar o dia inteiro nessa escola chata de deprimente.
Com sorte ela poderia encontrar ele. Ela queria e não queria encontrá-lo.
Queria pois poderia perguntar para ele o porque ele se foi. Quem sabe com sorte ele diria a ama e que gostaria de voltar com ela.
Ok fantasioso demais.
Não queria encontrá-lo pois isso iria machucá-la só de pensar nas coisas boas que passaram juntos.
Isso seria mais um rasgo no seu coração que já estava quase totalmente machucado.
Ela sentia um vazio imenso.
Olhou para trás e percebeu que estava sendo seguida.
Parou no meio da calçada. Olhou em volta e entrou no bosque.
Olho em volta e voou para o lado.
Tinha acabado de ter sido atacada por um dos seus inimigos.
- Quem se importa, porque é sua vida . Você nunca sabe, isso poderia ser bom
Arrisque sua sorte porque você pode crescer. – disse ele pois percebeu que ela estava desanimada.
- O que você está esperando para isso? Acerte-me! Arrisque sua sorte, seu estúpido!
O bandido pega a arma calibre 38 e atira em direção de Anne e acerta a arvore.
-Não me subestime - disse o bandido.
- Como uma repercussão, você está se repetindo. Você sabe disso de cor . Porque você está parado. Nascido para florir, florir para morrer. Seu momento vai acabar . Por causa de seu cromossomo sexual. Você sabe que isso está tão bagunçado , como toda nossa sociedade pensa. Serei capaz de acabar com você.
Anne gira da uma mortal e chuta a arma em direção a arvore mais longe.
O bandido estava ferrado.
- Pire – disse Anne para ele.
- A vida é curta, você é capaz. Olhe agora para seu relógio. Você ainda é uma mulher gostosa.
- Me Desculpe já tenho namorado.
Que mentira!!
Ele acerta um chute na sua cara que a joga longe.
Anne então o joga longe em cima de um ferro.
Em cima da grade da policia militar.
Acabou quebrando a coluna dele mas e daí?
Saiu correndo pois ninguém sabe ainda quem ela é. E nem devem saber.
Ela saiu correndo sem dar tchau para o bandido... mas e daí??
Ela tem com o que se preocupar.
sábado, 27 de março de 2010
Capitulo 2 – A saudade pode enloquecer
Postado por Sucré Poison (Veneno Açucarado) às 12:16
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