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sábado, 27 de março de 2010

Capitulo 1 – Saudade pode matar

“Os deuses criaram os mortais para a sua própria diversão e deleite”.
‘‘Nós só queremos nos aproximar dos deuses’’.
Cada vez mais Analice repetia essa frase na aula de história e agora no pátio da escola Green High.
E Anne não tirava essa frase de sua cabeça.
Uma bela frase e ao mesmo tempo cheia de mistérios.
Anne adorava Analice. Não só porque Lice era boa em história e poderia ajudá-la a passar de ano, mas porque Lice não sabe dos segredos de Anne e Anne não quer contar para ninguém. Pelo menos não agora. Tudo menos isso.
Analice chegou com seu jeito mais bonito e formal.
Com seus cabelos castanhos soltos e longos até a cintura e um brilho que cegava Anne quando ela ficava de frente para o sol.
Com um top rosa com um urso desenhado no centro e uma calça de moletom sempre muito bem passada. Suas botas cano longo preto que Analice chama de melhor invento da moda depois da bolsa de mão, do protetor solar e do rímel.
Analice era linda, mas, parece que não sabia disso.
Analice era o que podia se chamar de SexyAngel. Mas ela nem tinha idéia que era esse seu apelido entre os jogadores tarados do time de futebol e as garotas lésbicas de vôlei.
Ao sentar no banco em frente ao sol Anne martelava a tal frase toda hora em sua cabeça, ela não podia evitar. Era uma belíssima frase, mas ela não sabia o porque Analice recitava sempre tal frase.
Sentindo a brisa da manha Anne esqueceu rápido e se lembrou que precisa terminar um trabalho de matemática para aquele mesmo dia, logo se lembrou que ela podia copiar de Analice depois mesmos sabendo que isso pode prejudicar seu aprendizado no futuro.
-Quem está preocupado com o aprendizado quando logo todos iremos morrer?Hoje o dia esta tão louco que nem me importo com minha nota. Meu futuro é salvar o futuro do mundo então só me resta dormir durante a explicação da aula de física. - disse Anne alto demais que umas garotas a sua frente olharam de um jeito sujo para ela.
E a mais nojenta e a mais popular sempre são a que mais humilha Anne. Não que Anne se importasse afinal ela já foi uma delas e sentiu isso um desperdício enorme de tempo e de dinheiro.
Ela poderia usar 300 reais para comprar uma arma para salvar o mundo do que comprar uma bota de grife.
Se bem que Anne acha que nos tempos de hoje ela deve comprar mais do que tudo uma dessas botas. Afinal é o único jeito de suprir que seu ex-namorado tenha sido preso. E ela realmente sentia falta dele. Mais do que devia sentir e mais do que imaginava sentir. Ela não poderia controlar. Ela não achava, mas estava bem apaixonada e pelo cara totalmente errado e que não a amava.
Seria comprar um bota ou comer adoidada chocolate e engordar não é o que ela precisa agora.
-Surra, eu estou mal ultimamente. Acontece nesses dias do mês. – Disse Anne piscando os olhos como se tivesse um cisco dentro dele quando o olhar da fresca Clarisse ficou pior e mais horripilante. Mesmo sendo mentira que ela estive naqueles dias, mas mentir era fácil para ela. Ela precisava mentir para não saberem que era ela a heroína que passa na tv que salva boa parte de Greenville e uma parte de São Paulo.
Logo quando a nojentinha Clarisse se levantou com sua calça boyfriend – caríssima – suas botas Tucson – carérrimas (fazer o que? Clarisse não tinha medo de ser assaltada. Ela sempre quer manter sua rotulo de mais linda e rica da escola. Mesmo que Anne e Analice sejam mais bonitas do que ela, mas enfim) - para falar baboseiras sobre a roupa de Anne, Victor chegou com sua calça jeans Lemier, seus tênis Adidas e seu colete com seus cabelos castanhos escuros desarrumados e seus lábios cor de avelã (aparentemente recém beijados). – Victor estava ridículo, mas não tinha idéia do tamanho - e olhou para Clarisse como se ela fosse a coisa mais palhaça da face da terra. Porque ela estava usando cinto de couro preto, um dos acessórios que a misteriosa salvadora da cidade usa para segurar sua arma e para laçar um dos bandidos mais perigosos da cidade. Que dolorosamente era o amor de Anne, Gabriel. Um nome meio irônico para uma pessoa que faz tanto mal para o estado SP.
- Hei, o que vejamos aqui um ser loiro que pensa que é salvadora. Falando serio Lari esse cinto esta bem dark em você. O que ouve agora?Esta de luto pelo fim do nosso namoro super serio de duas semanas? – disse Victor totalmente engraçado com tom de zombaria para cima de Clarisse. E Clarisse sabia o que ela queria e não iria deixar barato.
- Meu filho dobre a língua quando for falar disso. Ninguém precisa saber que eu namorei você se fracassado. O fracasso subiu a cabeça é?Não sabe que esse cinto é a ultima moda graças à belíssima salvadora misteriosa? Que alias nunca iria olhar nessa sua cara de maracujá de gaveta. Seu idiota. – disse Clarisse aos sussurros, pois ninguém sabia que eles se agarravam atrás dos corredores da escola depois de cada discussão. O que se eu for contar agora se agarravam às escondidas. Se as amigas de Clarisse souberem vão expulsá-la do time de líder de torcida. Victor é cara mais impopular de toda a escola. Isso se não for de toda a cidade. Victor e Clarisse se ‘‘ trombam’’ toda vez que tem alguma aula vaga. São dois por dia e 20 beijos em troca de cada agressão dada anteriormente. O que ao todo e no final deixa Clarisse sem fôlego e toda despenteada. Ah é o amor.
- Clarisse vá procurar algo pra fazer sua vadia. Estamos totalmente ocupados. E só pra constar o cinto que a salvadora usa não é de couro é uma imitação falsa porque eu... Ah...Quer dizer a salvadora não usa couro. Eu... Digo ela sabe que isso é contra os animais. – disse Anne quase gritando e soluçando. Era difícil para ela falar de si mesma na terceira pessoa. Mas as pessoas não poderiam saber que ela era a salvadora. Somente Victor sabe disso. E Jorge que é quem ajuda.
- Primeiramente não grite comigo e segundamente que fresca é essa salvadora. Mas que seja até que esse cinto é bem bonitinho. – Clarisse disse desorientada balançando a mão com um ar de desprezo.
- Ah cala a boca – disse Anne saindo do lugar de onde estava e indo para o corredor de onde sumiu no meio de tantas cabeças.
Victor olhou para Clarisse com um ar malicioso e disse:
- Que horas podemos no ver hoje?Eu não tenho nada pra fazer na quinta aula.
- Ah ta bom. Mas não vá se animando. Pensando bem pode ser animar eu comprei um batom novo que você vai adorar experimentar e tirar. – disse Clarisse baixinho antes de olhar a redor para ver se nenhumas de suas amigas populares e seguidoras estavam por perto para ouvir.
Então saiu rápido e foi se encontrar com as Clarinetes, suas seguidoras sem cérebro e muita beleza. Nem se despediu de Victor.
-Tchau para você também grande deusa da mitologia grega. Super educada. Hunf.

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